Soja: USDA e reunião Trump-Xi ditam preços
A soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) conseguiu romper a barreira dos US$ 12,00 o bushel na semana passada. O relatório de inteligência de mercado da

A soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) conseguiu romper a barreira dos US$ 12,00 o bushel na semana passada. O relatório de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, aponta que esse movimento foi impulsionado inicialmente pela força do complexo energético (petróleo) e por uma alta demanda das indústrias de esmagamento nos Estados Unidos.
"No Brasil, o prêmio de exportação seguiu sustentado pela forte demanda externa, o que ajudou a compensar a pressão vinda da ampla oferta sul-americana", destaca o documento.
Enquanto isso, o clima nos Estados Unidos começou a exercer um papel de "teto" para as altas. Com o plantio avançando em ritmo acelerado e previsões de tempo favorável no Corn Belt (Cinturão do Milho), o mercado passou a precificar uma oferta global confortável.
"Além disso, sinais vindos da China sobre uma possível redução gradual nas importações de soja trouxeram cautela aos investidores, limitando ganhos mais expressivos no encerramento da semana".
E agora, o que esperar do mercado
Relatório do USDA: a semana começa na expectativa da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para esta terça-feira (12). O mercado projeta que o órgão norte-americano possa elevar as estimativas de produção para o Brasil, além de trazer as primeiras projeções oficiais para a safra 2026/27 estadunidense, o que pode gerar volatilidade técnica em Chicago.
Encontro EUA e China: a atenção se volta para a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China, marcada para começar na quinta-feira (14). "Existe uma grande expectativa de que as negociações resultem em novos acordos de compra de soja norte-americana pelos chineses, o que poderia alterar o fluxo global da commodity e dar um novo suporte aos preços na CBOT caso os volumes sejam expressivos", destaca o Grainsights.
El Niño: o clima também ganha protagonismo com o monitoramento do fenômeno El Niño, cujos sinais de retorno começam a aparecer neste mês de maio. Para o Sul do Brasil, a tendência é de aumento das chuvas nas próximas semanas, o que exige atenção dos produtores que ainda estão finalizando a colheita da soja ou planejando a safra de inverno. No Centro-Oeste, a irregularidade das chuvas e o calor acima da média continuam no radar, podendo afetar a umidade do solo para os ciclos subsequentes.
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