IBGE testa Censo Agropecuário 2025 em Rio Verde
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou nesta terça-feira (12) o segundo dia da 2ª prova piloto do 12º Censo Agropecuário, Florestal e

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou nesta terça-feira (12) o segundo dia da 2ª prova piloto do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola em Rio Verde (GO). A etapa faz parte dos testes preparatórios para o levantamento nacional. O objetivo é validar os instrumentos e procedimentos da operação censitária em condições reais.
De acordo com o IBGE, as equipes estão em campo e nos postos de coleta para testar questionários, aplicativos digitais e estratégias logísticas. A operação inclui o planejamento da coleta, a verificação dos sistemas usados pelos recenseadores e a checagem da abrangência dos processos de apuração.
Em entrevista ao programa Boa Tarde Produtor, da Rádio Rio Verde FM, o superintendente do IBGE em Goiás, Edson Vieira, afirmou que a fase piloto é necessária para ajustar a execução do censo dentro do período de referência da pesquisa. Segundo ele, a operação precisa combinar rapidez e precisão, além de considerar diferenças regionais e desafios de acesso em partes do território nacional.
Vieira destacou que o Censo Agropecuário tem caráter estrutural e permite um retrato detalhado dos estabelecimentos rurais. O levantamento reúne informações sobre uso da terra, mão de obra, tecnologia e organização da produção. Isso amplia o nível de detalhamento em relação às pesquisas amostrais regulares do instituto.
Entre as novidades desta edição, o IBGE prevê incluir sistemas agroalimentares produtivos de povos e comunidades tradicionais. Também pretende ampliar a investigação sobre sucessão familiar, sustentabilidade e uso de tecnologia no campo, como drones, agricultura de precisão e softwares. O número de propriedades testadas nesta etapa não foi informado no material divulgado.
Na avaliação do IBGE, a prova piloto serve para reduzir falhas operacionais e melhorar a qualidade das informações. Os dados serão usados em políticas públicas, crédito rural, assistência técnica, infraestrutura e conectividade. O instituto reforçou que os dados individuais coletados têm uso exclusivamente estatístico, com sigilo garantido por lei.


