CNA: menos burocracia no crédito rural e mudanças ambientais
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) encaminhou propostas para o Plano Safra pedindo a redução da burocracia no acesso ao crédito rural e al

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) encaminhou propostas para o Plano Safra pedindo a redução da burocracia no acesso ao crédito rural e alterações em regras ambientais. A entidade afirma que essas regras têm dificultado o financiamento aos produtores.
Entre os principais pontos está a revisão de exigências consideradas entraves na liberação dos recursos. Mudanças recentes no Programa de Regularização Ambiental, segundo a CNA, restringem o acesso dos produtores ao crédito.
O diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, declarou que a entidade não é contrária às exigências ambientais. "A questão do Prodes que recentemente foi alterado tem dificultado o acesso aos produtores. Ninguém aqui é contra as questões ambientais. Só acreditamos que isso não deve ser imputado, um trabalho dos órgãos ambientais, aos bancos", afirmou Lucchi.
Outro tema levado pela CNA ao governo é o endividamento dos produtores rurais. A confederação defende ajustes em projetos de lei em tramitação para ampliar prazos, garantir fontes de recursos e permitir a recuperação financeira dos produtores.
"Temos aí um projeto de lei que está para ser votado, que precisa de algumas adequações, precisa realmente buscar fontes, adequar prazos para que o produtor possa recuperar a sua saúde financeira e aí sim aproveitar todos os benefícios do Plano Safra", completou Lucchi.
Segundo a CNA, essas medidas são necessárias para que os agricultores consigam acessar os benefícios do próximo Plano Safra e mantenham os investimentos na produção. A entidade argumenta que obrigações relacionadas à fiscalização e regularização ambiental não devem ser transferidas às instituições financeiras, pois isso amplia a burocracia e atrasa a concessão de financiamentos.


