Vistoria em 182 propriedades contra caruru-gigante no RS
Uma força-tarefa do Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) vistoriou 182 propriedades r

Uma força-tarefa do Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) vistoriou 182 propriedades rurais em 55 municípios do Rio Grande do Sul entre domingo (13) e quinta-feira (17). A ação concentrou esforços na região do Alto Uruguai, considerada prioritária para evitar a entrada do caruru-gigante (Amaranthus palmeri), uma praga quarentenária ainda não registrada no estado.
Cerca de 30 servidores participaram da operação, que foi intensificada após a identificação recente da espécie no oeste de Santa Catarina, em área próxima à divisa com o território gaúcho. De acordo com a Seapi, o objetivo foi ampliar a vigilância fitossanitária e orientar produtores sobre formas de reconhecimento e prevenção da praga.
Durante as vistorias, foram feitas oito coletas de material vegetal, que foram encaminhadas ao laboratório de referência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para análise e identificação de outras espécies de caruru. Conforme informações divulgadas pela secretaria, não há registro confirmado de caruru-gigante no Rio Grande do Sul até o momento.
O coordenador da força-tarefa, fiscal estadual agropecuário Alonso Duarte de Andrade, destacou que a ação também buscou fortalecer a rede de vigilância no campo. O trabalho incluiu entrevistas para 16 emissoras de rádio e participação em cinco reuniões presenciais com sindicatos rurais da região.
O agrônomo e fiscal do DDV Rodrigo Rubenich informou que a planta daninha tem crescimento rápido, alta capacidade competitiva e pode produzir até 1 milhão de sementes por indivíduo. Dados técnicos citados pela Seapi indicam que o potencial de perda pode chegar a 79% na produtividade da soja e 91% no milho. A praga também eleva custos de manejo e dificulta a colheita, além de apresentar resistência a herbicidas.
Entre as orientações repassadas aos produtores estão o uso de sementes certificadas, a inspeção frequente das lavouras e a limpeza completa de máquinas e implementos vindos de fora do estado.
A chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Seapi, Deise Feltes Riffel, afirmou que a fiscalização das espécies de caruru será permanente nas diferentes regiões gaúchas. Casos suspeitos devem ser comunicados à secretaria pelo e-mail defesavegetal@agricultura.rs.gov.br, com fotos e coordenadas geográficas. Também há atendimento pelos telefones (51) 3288-6294 e (51) 3288-6289.



