Milho cai com colheita e pressão em armazéns
Os preços do milho seguem em queda na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A pressão vem do avanç

Os preços do milho seguem em queda na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A pressão vem do avanço da colheita da safra de verão e do elevado volume de estoques remanescentes da temporada 2024/25.
Segundo o Cepea, a maior disponibilidade do cereal no mercado amplia a oferta e favorece os compradores. Eles relatam facilidade para fechar negócios e aguardam novas desvalorizações nas próximas semanas.
No mercado spot, parte dos vendedores também tem demonstrado maior flexibilidade nas negociações. O movimento ocorre em meio à necessidade de liberar espaço nos armazéns, ocupados pela chegada de novos lotes de soja e milho da safra de verão, além dos estoques da temporada anterior. Produtores buscam reforçar o caixa, o que contribui para aumentar o volume disponível para comercialização.
Clima limita quedas mais intensas
Apesar do cenário de ampla oferta, o Cepea destaca que as quedas nos preços não foram ainda mais acentuadas devido às preocupações climáticas com a segunda safra de milho. Algumas regiões produtoras enfrentam falta de chuva e temperaturas elevadas, condição que pode comprometer o desenvolvimento das lavouras. Previsões de avanço de frentes frias voltaram ao radar do mercado e aumentam a atenção sobre possíveis impactos no potencial produtivo.
Caso o cenário climático adverso se confirme, a produtividade da segunda safra poderá ser reduzida. Atualmente, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima produção de 109,11 milhões de toneladas de milho na segunda safra brasileira.
De janeiro a agosto, a China importou 930 mil toneladas de milho, recuo de 92,7% na comparação anual, segundo o Gacc. O dado reflete a redução da demanda externa pelo produto brasileiro, o que também contribui para o aumento da oferta interna e pressiona as cotações no mercado doméstico.


