Maior NIS da história bate recordes
A sexta edição do NIS – Nutri Ingredients Summit terminou na quarta-feira, 1º de abril de 2026, em São Paulo, sendo a maior da história do evento. A fusão com o

A sexta edição do NIS – Nutri Ingredients Summit terminou na quarta-feira, 1º de abril de 2026, em São Paulo, sendo a maior da história do evento. A fusão com o Italian Exhibition Group Brasil (IEG Brasil), anunciada oficialmente durante a abertura, reforça o objetivo de tornar o NIS uma referência mundial.
Rimantas Sipas, COO da IEG Brasil, afirmou que a união é um marco no plano de expansão do grupo no país. Segundo ele, a parceria se baseia na sinergia entre o evento brasileiro e setores consolidados no portfólio internacional do IEG, com o claro objetivo de posicionar o NIS como uma plataforma global de negócios, inovação e relacionamento.
Cassiano Facchinetti, co-fundador do NIS, disse que a parceria com a IEG elevará o nível do evento e projetará a marca internacionalmente. Ele mencionou que já estão analisando a possibilidade de levar o evento para outros países da América Latina, como Chile ou Colômbia, com base em pesquisas de mercado.
A edição de 2026 registrou crescimento de 50% em relação a 2025 e bateu recordes. O evento contou com 146 expositores, representando mais de 500 marcas nacionais e internacionais, além de 8600 visitantes e 600 congressistas. Para a edição de 2027, marcada para os dias 14 e 15 de abril, 70% da área de exposição já está vendida.
O co-fundador Adriano Pegorelli avaliou o evento como um sucesso, com recorde de público e visitantes de alta qualidade. Ele afirmou que a parceria com a IEG é positiva e que o evento está a caminho de se tornar o principal do mundo em ingredientes funcionais.
A NIS Conference, coração do evento, foi aberta pelo antropólogo Michel Alcoforado, em uma apresentação oferecida pela Synergy. Ele discutiu como o mercado de suplementos no Brasil deve observar as tensões culturais contemporâneas. Alcoforado citou que o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking mundial de expansão da demanda por suplementos, com previsão de crescimento anual de 9,5% até 2036.
Dados do Grupo Consumoteca indicam que 64% da população brasileira já faz algum tipo de suplementação. Multivitamínicos lideram com 32% de adesão, seguidos por creatina e proteínas. Para 61% dos entrevistados, produtividade está associada à felicidade.
A diretora-executiva da ABIAD, Gislene Cardozo, apresentou dados exclusivos da 3ª edição da pesquisa da entidade sobre tendências de consumo. O estudo revela que 51% da população está acima do peso ideal, com 45% em situação de sobrepeso. Cardozo destacou que 99% dos consumidores de suplementos mantêm o hábito de consultar médicos e nutricionistas.
Em formato de consumo, cápsulas lideram com 45% da preferência, seguidas por produtos em pó, com 27%. Há crescimento no consumo de vitaminas, proteínas e aminoácidos, com segmentações por idade: creatina é destaque entre 17 e 40 anos, enquanto a Vitamina D tem protagonismo na faixa de 41 a 70 anos. Farmácias são o principal ponto de venda para 68% dos consumidores, mas o canal digital aumentou sua relevância para 19% em alguns segmentos.
No segundo dia da conferência, com patrocínio da DR Aromas & Ingredientes, a jornalista e pesquisadora Néli Pereira falou sobre o termo Brazilwashing. Ela o definiu como o uso estratégico de símbolos e ingredientes brasileiros apenas com finalidade estética e mercadológica, sem conexão real com os territórios e saberes do país.
No encerramento, a regulação do mercado foi tema de painéis com oferecimento da Sensient e Doremus. Patrícia Castilho, gerente de alimentos na Anvisa, abordou os principais motivos para cancelamentos de notificações. Ela informou que, das 5 mil notificações recebidas pela agência, apenas 900 foram avaliadas, com grande parte cancelada devido a informações incompletas ou erros de composição.
Luiza Zanatta, fundadora e CEO da NutraLíder, destacou a importância da cor na percepção dos alimentos, influenciando 90% do julgamento subconsciente em até 90 segundos. Ela afirmou que a migração de corantes sintéticos para naturais reflete o movimento clean label e requer segurança técnica e jurídica da indústria, sendo apoiada por guias como o Guia 87 da Anvisa.






