Encontro Trump-Xi frustra mercado e preço da soja despenca
A visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China, encerrada nesta sexta-feira (15), frustrou agentes do mercado norte-americano, de acordo com i

A visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China, encerrada nesta sexta-feira (15), frustrou agentes do mercado norte-americano, de acordo com informações da agência Reuters.
Apesar de ter sido recebido com honras pelo líder chinês, Xi Jinping, e do tom amistoso entre os dois, com Trump chamando Xi de "amigo", o mercado avalia que o encontro terminou sem acordos concretos.
Um dos reflexos dessa frustração foi a queda das cotações da soja na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (14). O setor agrícola dos Estados Unidos esperava que Trump retornasse da China com um compromisso formal de retomada das compras chinesas de soja norte-americana.
Também não houve definição sobre a renovação da atual trégua envolvendo as exportações chinesas de terras raras, tema considerado estratégico para os setores de tecnologia e defesa dos Estados Unidos.
Em um momento em que enfrenta baixa popularidade devido à guerra no Oriente Médio e ao avanço da inflação no país, especialmente nos preços dos combustíveis, Trump tenta transmitir otimismo. O presidente afirmou à imprensa norte-americana que a China prometeu ampliar as compras de soja, petróleo e aviões dos Estados Unidos. No entanto, ele não apresentou números nem prazos para os possíveis acordos.
Taiwan e Irã
Segundo a Reuters, nos bastidores, Xi Jinping alertou Trump de que qualquer erro na condução da questão de Taiwan poderá levar as relações bilaterais a um cenário de conflito. O presidente norte-americano evitou comentar publicamente o tema durante toda a viagem.
Em relação ao Irã, Trump esperava convencer a China a exercer maior pressão sobre Teerã para destravar as negociações envolvendo o programa nuclear iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz. Porém, Pequim evitou assumir compromissos específicos sobre o assunto.
O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou apenas que apoia esforços diplomáticos para encerrar a guerra, destacando os impactos negativos do conflito sobre o abastecimento global de energia e a economia mundial.
Já a Casa Branca informou que os dois líderes concordaram sobre a necessidade de reabrir o Estreito de Ormuz e indicou interesse chinês em ampliar as compras de petróleo norte-americano para reduzir a dependência energética do Oriente Médio.


