Alta em Chicago e dólar impulsionam soja; veja cotações
O mercado brasileiro de soja registrou um dia mais aquecido, com alta nas cotações e aumento no volume de negócios, especialmente nos portos. O movimento foi im

O mercado brasileiro de soja registrou um dia mais aquecido, com alta nas cotações e aumento no volume de negócios, especialmente nos portos. O movimento foi impulsionado pelo cenário externo, com a combinação de valorização na Bolsa de Chicago e o dólar operando próximo de R$ 5,00.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a melhora veio principalmente da combinação entre câmbio e mercado internacional. Ele afirma que a alta em Chicago e o dólar mais firme deram sustentação aos preços internos. Os prêmios recuaram levemente, sem impacto relevante, o que contribuiu para um ambiente mais favorável às negociações.
Houve registro de bons volumes ao longo da sessão, ainda que com condições de pagamento mais alongadas. O destaque ficou para os negócios via porto, onde os preços reagiram com mais intensidade diante do cenário externo positivo.
No mercado físico, os preços apresentaram variações regionais. Em Passo Fundo (RS), a saca subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00. Em Santa Rosa (RS), avançou de R$ 125,00 para R$ 126,00. Em Cascavel (PR), houve alta de R$ 120,00 para R$ 121,00. Em Rondonópolis (MT), foi registrada queda de R$ 111,00 para R$ 110,00. Em Dourados (MS), os preços permaneceram em R$ 112,00. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 110,00 para R$ 111,00. Em Paranaguá (PR), o aumento foi de R$ 130,00 para R$ 131,00. Em Rio Grande (RS), avançou de R$ 130,00 para R$ 131,00.
Soja em Chicago
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja fecharam em alta para grão e óleo, enquanto o farelo recuou. O mercado encontrou suporte na forte valorização do petróleo, impulsionada por tensões no Oriente Médio. O óleo de soja acompanhou esse movimento, devido à sua utilização na produção de biocombustíveis.
A demanda consistente por esmagamento nos Estados Unidos e atrasos pontuais no plantio por excesso de chuvas também contribuíram para a alta. Os ganhos foram limitados pela ampla oferta da América do Sul. O mercado também repercutiu declarações do presidente Donald Trump sobre o Irã, aumentando a cautela dos investidores. Há expectativa em torno dos dados semanais de exportação dos Estados Unidos, com projeções entre 200 mil e 600 mil toneladas.
Contratos futuros
Entre os contratos, o vencimento maio de 2026 subiu 9,25 centavos de dólar por bushel, fechando a US$ 11,82 1/4. O contrato julho de 2026 avançou 7,75 centavos, encerrando a US$ 11,97 por bushel. No farelo, houve queda de US$ 3,60, para US$ 323,80 por tonelada. O óleo de soja subiu 1,60 centavo, fechando a 74,12 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia com alta de 0,39%, cotado a R$ 5,0014 para venda e R$ 4,9994 para compra, com oscilação entre R$ 4,9793 e R$ 5,0138 ao longo da sessão.


