Acordo Mercosul-UE em vigor; agro amplia exportações em 2026
Após mais de vinte anos de negociações, o Acordo Mercosul–União Europeia passa a valer de forma provisória nesta sexta-feira (1º). O tratado prevê a redução gra

Após mais de vinte anos de negociações, o Acordo Mercosul–União Europeia passa a valer de forma provisória nesta sexta-feira (1º). O tratado prevê a redução gradual de tarifas para a maior parte dos produtos comercializados entre os dois blocos e deve ter impacto direto no agronegócio brasileiro.
Considerado o maior acordo já feito pelo Mercosul, o pacto cria novas oportunidades de exportação, mas também aumenta a concorrência com produtos europeus no mercado interno do Brasil.
Redução de tarifas começa já no primeiro ano
Com a entrada em vigor provisória, cerca de 39% dos produtos agropecuários brasileiros exportados para a União Europeia terão tarifa zero já em 2026. Com o tempo, o benefício deve ser ampliado. A União Europeia deve eliminar tarifas para aproximadamente 93% dos itens do Mercosul em até 10 anos. O Mercosul, por sua vez, fará o mesmo para 91% dos produtos europeus em até 15 anos.
Mais competitividade, mas com desafios
A redução tarifária tende a tornar os produtos brasileiros mais competitivos no mercado europeu. Por outro lado, itens importados da União Europeia também podem chegar ao Brasil com preços menores. De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o acordo gera um cenário de oportunidades, mas exige adaptação do setor. Entre os principais desafios estão o cumprimento de normas sanitárias, técnicas e ambientais rigurosas, que continuam sendo definidas pela União Europeia.
Acesso ao mercado depende de exigências sanitárias
Mesmo com tarifas reduzidas, nem todos os produtos terão acesso automático ao mercado europeu. A exportação depende do atendimento a requisitos sanitários, da habilitação de estabelecimentos, como frigoríficos, e da aprovação por autoridades europeias. A redução de tarifas melhora as condições comerciais, mas não substitui as exigências regulatórias.
Produtos sensíveis terão transição gradual
Para evitar impactos bruscos, o acordo estabelece regras específicas para setores sensíveis. Nesses casos, a abertura ocorre de forma gradual, com cotas tarifárias e mecanismos de proteção, como salvaguardas que permitem suspender benefícios caso a produção local seja prejudicada.
Pequenos produtores também podem se beneficiar
A CNA destaca que o acordo pode gerar oportunidades indiretas para pequenos e médios produtores, principalmente por meio de cooperativas e agroindústrias exportadoras. Também há previsão de cooperação técnica e de valorização de produtos regionais.
Vigência ainda é provisória
Apesar de já produzir efeitos comerciais, o acordo precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelos parlamentos nacionais dos países da União Europeia para entrar em vigor de forma definitiva. Até lá, a aplicação será gradual e dependerá do andamento político no bloco europeu.
Novo cenário exige planejamento
Com a entrada em vigor, o setor agropecuário passa a operar em um ambiente de maior previsibilidade comercial, mas também de mais exposição à concorrência internacional. Especialistas indicam que fatores como produtividade, escala, rastreabilidade e acesso a crédito serão importantes para que produtores aproveitem os benefícios do acordo.
O texto original foi publicado no Canal Rural com a informação de que a imagem que acompanha a notícia foi criada por inteligência artificial.


