Soja sobe com Chicago, dólar e otimismo sobre EUA-China
O mercado brasileiro de soja registrou ofertas e negócios nos portos ao longo da sessão, com preços mais firmes e melhor movimentação comercial. Segundo o anali

O mercado brasileiro de soja registrou ofertas e negócios nos portos ao longo da sessão, com preços mais firmes e melhor movimentação comercial.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira, a Bolsa de Chicago registrou pequenas variações no dia, mas com boas possibilidades de negócio. Assim, os preços oscilaram entre a estabilidade e a alta, com efeito mais positivo nos portos.
No final da sessão, o dólar ganhou força, reduzindo a liquidez naquele momento. "Quando o câmbio se fortaleceu no fim do dia, o mercado já estava com menor liquidez", comenta Silveira.
Ainda assim, o saldo da semana foi positivo. "Foi uma semana com bons movimentos reportados", acrescenta.
Preços médios da soja no Brasil
Passo Fundo (RS): avançou de R$ 125 para R$ 126. Santa Rosa (RS): passou de R$ 126 para R$ 127. Cascavel (PR): subiram de R$ 120 para R$ 121. Rondonópolis (MT): permaneceram em R$ 110. Dourados (MS): ficaram em R$ 113. Rio Verde (GO): seguiu em R$ 112. Porto de Paranaguá (PR): avançou de R$ 130 para R$ 131. Porto de Rio Grande (RS): passaram de R$ 131 para R$ 132.
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A expectativa positiva em relação ao encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, e os reflexos positivos ainda do relatório altista de ontem do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sustentaram as cotações.
Trump já está em Pequim para uma reunião bilateral com Xi Jinping, em meio ao impasse nas negociações envolvendo a guerra com o Irã. A viagem marca a primeira ida de Trump à China desde 2017. As conversas oficiais com Xi Jinping devem ter como foco temas como guerra no Oriente Médio, tarifas comerciais, semicondutores, terras raras e tensões envolvendo Taiwan.
Segundo Safras & Mercado, no comércio, os Estados Unidos serão representados por Jamieson Greer. Ele enfrentará o desafio de prorrogar um acordo fechado em outubro de 2025, quando os norte-americanos reduziram as tarifas contra Pequim em troca da garantia do fluxo de exportações de terras raras, entre outras exigências. Greer também deve tentar negociar um acordo para ampliar a compra de produtos agrícolas, como carne e grãos, pela China.
Contratos futuros da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 2,25 centavos de dólar, ou 0,18%, a US$ 12,29 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,23 1/2 por bushel, com elevação de 1,75 centavo de dólar ou 0,14%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 10,10 ou 3,07% a US$ 338,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,32 centavos de dólar, com perda de 1,04 centavo ou 1,38%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 2,24%, sendo negociado a R$ 5,0031 para venda e a R$ 5,0011 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8930 e a máxima de R$ 5,0135.



