Foco no boi gordo: escalas alongadas e baixa retenção
O mercado físico do boi gordo registrou novas tentativas de compra em patamares mais baixos nesta quarta-feira (29). Isso reflete a posição mais confortável das

O mercado físico do boi gordo registrou novas tentativas de compra em patamares mais baixos nesta quarta-feira (29). Isso reflete a posição mais confortável das escalas de abate dos frigoríficos. O movimento indica pressão mais frequente sobre os preços, dentro do comportamento sazonal esperado.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a menor capacidade de manter os animais no campo, devido à perda de qualidade das pastagens, continua sendo um dos principais fatores de pressão. Essa condição é mais evidente em Goiás e Minas Gerais, enquanto Mato Grosso e regiões do Norte ainda contam com pastagens mais vigorosas.
Outro ponto no radar é a progressão da cota chinesa. A expectativa é de esgotamento em meados de junho, o que também afeta as estratégias do mercado.
Boi gordo no Brasil (preços):
Em São Paulo (SP), o preço foi de R$ 355,58 na modalidade a prazo. Em Goiás (GO), o valor ficou em R$ 340,89. Em Minas Gerais (MG), o preço foi de R$ 339,88. Em Mato Grosso do Sul (MS), o animal foi negociado a R$ 350,34. Em Mato Grosso (MT), o valor chegou a R$ 355,95.
Atacado
No mercado atacadista, os preços permaneceram estáveis ao longo do dia. O ambiente de negócios indica menor espaço para reajustes no restante do mês, com consumo mais fraco na segunda quinzena. A carne bovina segue com menor competitividade diante de proteínas concorrentes, especialmente a carne de frango.
Os cortes continuam nos mesmos patamares. O quarto dianteiro está cotado a R$ 23,50 por quilo. O quarto traseiro é negociado a R$ 28,50 por quilo. A ponta de agulha tem preço de R$ 21,50 por quilo.
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia com alta de 0,39%. A moeda foi negociada a R$ 5,0014 para venda e R$ 4,9994 para compra. Durante a sessão, oscilou entre R$ 4,9793 e R$ 5,0138.



