Ferrugem asiática: monitoramento climático encerra safra no RS
O programa Monitora Ferrugem RS concluiu o monitoramento da safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, focado na detecção do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da

O programa Monitora Ferrugem RS concluiu o monitoramento da safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, focado na detecção do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática da soja. A edição deste ano foi ampliada para 95 municípios gaúchos, com a compra de mais 20 coletores de esporos, fortalecendo a rede de acompanhamento da doença no estado. As informações são da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).
O monitoramento começou em outubro de 2025, alinhado ao calendário de semeadura da soja, e durou 23 semanas. Durante esse período, foram publicados semanalmente, no site do programa, mapas com a distribuição de uredósporos do fungo nos municípios monitorados e mapas de risco climático para a ocorrência da doença.
Segundo a pesquisadora Andréia Mara Rotta de Oliveira, do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Seapi (DDPA/Seapi), a ocorrência da ferrugem asiática é muito influenciada pelas condições ambientais. O fungo precisa de água livre na superfície das folhas e temperaturas entre 15°C e 25°C para se desenvolver.
Na safra 2025/2026, o clima no Rio Grande do Sul teve variações importantes. Houve chuvas acima da média em grande parte do estado durante setembro e temperaturas elevadas na primavera. No verão, com exceção de dezembro, que foi muito chuvoso, janeiro e fevereiro tiveram redução das chuvas, com temperaturas altas, características da estação.
De acordo com a pesquisadora, esse clima ajudou a conter a doença. "A baixa disponibilidade de água e a sequência de dias sem chuva nesses meses contribuíram para a contenção dos focos de ferrugem asiática no estado", avaliou.
Atualmente, a equipe do programa organiza e analisa os dados coletados, que vão subsidiar a publicação de uma circular técnica com os resultados consolidados da safra.
Vazio sanitário da soja
O Rio Grande do Sul entra no período de vazio sanitário da soja a partir de 3 de julho, com término em 30 de setembro, em todas as regiões. Nesse intervalo, é proibida a presença de plantas de soja no campo, sejam voluntárias ou cultivadas, em qualquer fase de desenvolvimento.
Durante o vazio sanitário, o programa continuará o planejamento das ações para a próxima safra, 2026/2027, com previsão de retomada do monitoramento em outubro.
Sobre o Monitora Ferrugem RS
Criado em 2019 e conduzido pela Seapi em parceria com a Emater/RS-Ascar, o Monitora Ferrugem RS acompanha a presença de esporos da ferrugem asiática da soja associada às condições climáticas. O programa oferece um diagnóstico regionalizado sobre o risco da doença e contribui para a tomada de decisão no campo.



