Agudo: oficina previne desastres climáticos no campo
A oficina “Riscos no Campo e Planejamento Comunitário” foi realizada nesta quinta-feira (14), na Câmara de Vereadores de Agudo, no Rio Grande do Sul. O evento t

A oficina “Riscos no Campo e Planejamento Comunitário” foi realizada nesta quinta-feira (14), na Câmara de Vereadores de Agudo, no Rio Grande do Sul. O evento teve como foco o planejamento para prevenir, reduzir e enfrentar desastres climáticos no meio rural. A atividade reuniu agricultores, extensionistas, representantes da defesa civil, bombeiros, estudantes e agentes públicos em um município que foi atingido pelos eventos extremos de maio de 2024.
De acordo com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Agudo e outros cinco municípios foram incluídos na ação. As cidades de Santa Maria, Faxinal do Soturno, Dona Francisca, Restinga Seca e Paraíso do Sul tiveram áreas rurais fortemente afetadas pelo desastre climático registrado em maio de 2024.
A oficina foi ministrada por Abner Willian Quintino de Freitas, mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Informação e Gestão em Saúde da Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. Ele é fundador da startup Hopeful, que tem sede no Parque Científico e Tecnológico da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Segundo a organização, a empresa atua desde 2017 com treinamento de indivíduos e instituições em situações de desastre.
O projeto é coordenado pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), da Seapi. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul/Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural (Emater/RS-Ascar) também participa, além de instituições de pesquisa, saúde pública e universidades. Em Agudo, estão em andamento ações financiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), como a recuperação de matas ciliares e a instalação de uma unidade demonstrativa de sistema agroflorestal.
Na parte técnica, o treinamento aborda procedimentos antes, durante e após desastres. Também são tratadas práticas de conservação de solo e água, uso de bioinsumos e sistemas agroflorestais. A proposta é fortalecer a capacidade de resposta das comunidades rurais e acelerar a recuperação produtiva de áreas atingidas.
A oficina integra o projeto “Uma só saúde na agropecuária: diagnóstico e resiliência a desastres no contexto das mudanças climáticas no Estado do Rio Grande do Sul”, coordenado pelo pesquisador José Reck Júnior, do DDPA. Conforme a Seapi, uma nova oficina deve ser realizada ainda em 2026 e uma publicação técnica será produzida ao fim do projeto.



